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Christian Åslund

Posted by Henrique Frazão on 07:43 in
Série de fotografias para uma campanha para a marca de tênis. Fotos de Christian Åslund nas ruas de Hong Kong.

















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No laboratório

Posted by Henrique Frazão on 07:20 in


Por Sergio Geia 
http://www.cronicadodia.com.br/



“Acho conveniente eu me deitar”.


“Não esquenta, é rapidinho; cê vai ver, é dois palito”.

“Mas eu costumo me sentir mal todas as vezes que preciso extrair sangue. Eu preciso me deitar. É sério!”.

“Calma, meu jovem. Vai ser rapidinho”.

“Ai... Ai...

“Calma, que vai dar tudo certo. É uma picadinha só. De formiguinha”.

“Ai... Ai...”.

“Calma”.

“Aaaaiiiii... O que houve? Não tá encontrando?”.

“Além de tudo, meu camarada, sua veia é bailarina. A gente acha e ela salta”.

“Eu não estou me sentindo bem”.

“Calma, meu amigo! É assim mesmo. Às vezes acontece. Ela escapa. Mas a gente resolve. Me dê sua mão”.

“O quê? Minha mão? Pra quê? Você pretende tirar sangue da minha mão?”.

“Fique tranquilo. É rápido”.

“A minha vista tá escurecendo”.

“Tá quase lá. Deixa ver o outro braço. Nossa, que bração mais branco. Cadê a veia?”.

“Eu acho...”.

“Melissa! Melissa! Me ajuda aqui, Melissa! O cara desmaiou! Me ajuda!”.

“O que aconteceu?”.

“Sei lá! O cara desmaiou! Olha os óculos dele aí no chão! Os óculos!”.

“Vixe! Pisei. É tarde... Quebrou...”.

“Ah, deixa pra lá, depois a gente vê. Me ajuda”.

“Deita ele na maca! Deita ele!”.

Algum tempo depois...

“O que houve?”.

“Olá! Me chamo doutor Antônio Marcos. Está tudo bem agora. Você se sentiu mal durante a extração de sangue, teve uma queda de pressão. Desmaiou”.

“Mas eu avisei, doutor, avisei o rapaz que estava fazendo a extração que eu precisava me deitar. A pressão cai mesmo, eu preciso ficar deitado. Ele não me deu atenção!”.

“Agora já passou. Está tudo bem. Descanse um pouquinho. Fique deitado quanto quiser e quando se sentir melhor você pode ir”.

“Obrigado, doutor”.

“Qualquer coisa, peçam pra me chamar, ok?”.

Pouco tempo depois...

“Ei! Para! Para! O que é isso?!”.

“Calma, meu rapaz, você é muito agitadinho!”.

“Mas o doutor disse que eu já estava liberado”.

“Calma, isso é apenas pra você relaxar...”.

“O que você aplicou aí na minha barriga?”.

“Calma, meu jovem! Relaxa! Que menino agitado!”.

“Calma nada! Eu quero saber! Eu tenho o direito de saber. O que foi isso que você me aplicou?”.

“Tá bom! Eu falo! Mas se acalme, tá? Se acalme. Digamos que..., digamos que isso é o seu passaporte para a eternidade, he, he, he!”.

“Ei!? Ei!?”.

Ele sente alguém o cutucando.

“Gomes? Gomes?”.

“Ahn”.

“Gomes? Acorda! Acorda, Gomes!”.

“O que foi?”.

“Está tudo bem, Gomes. O doutor acabou de sair. Disse que a cirurgia foi um sucesso”.

“Ahn?”.

“Foi um sucesso, Gomes! Entendeu? A cirurgia! A cirurgia foi um sucesso!”.

“Entendi. A cirurgia... Ô meu broto, como é bom acordar e ver você... Como é bom...”.

“Nossa! O que houve?”.

“Nada. Um pesadelo. Eu acho que tive um pesadelo. Coisa horrível”.

“Pesadelo? Ah, foi por causa da anestesia, Gomes!”.

“Anestesia? Ahn, anestesia... Pode ser...”.

“Então é isso...”.

“O quê?”.

“Não, nada...”.

“Então é isso o quê, Maria?”.

“Nada, Gomes! Só o enfermeiro...”.

“O que tem o enfermeiro?”.

“Ele disse que você é muito agitadinho”.

“O quê?”. 

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Fresh Guacamole

Posted by Henrique Frazão on 07:12 in

O menor curta da história a ser nomeado ao Oscar, Fresh Guacamole, tem menos de 2 minutos de duração. O filme brinca com realidade e animação, em uma mistura divertida de signos e significados. O mais divertido é que as frutas e ingredientes usados no curta são itens do nosso dia a dia, como bolas de bilhar, casinhas do Banco Imobiliário, dados, etc. O filme foi todo feito em stop motion.




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Father and Daughter

Posted by Henrique Frazão on 07:09 in
Emocionante curta ganhador do Oscar de 2001. Fala da história emocionante de um pai e sua filha. O jogo de luz e sombra na animação e a trilha sonora são destaque absoluto.



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Um Dia Para O Silêncio

Posted by Henrique Frazão on 06:48 in
Posted on 02/09/2014 por Hebane Lucácius
Por Hebane Lucácius

(Crônica Integrante Da Série "Lauda Quotidiana")

A maioria dos anos é composta por trezentos e sessenta e cinco dias.
Em todos eles há uma ou mais datas comemorativas a se celebrar.
É sempre dia de um ou mais santos, de uma ou mais profissões, de um ou mais vultos, de um ou mais sentimentos, de uma ou mais condições.
Não existe, no entanto, um dia consagrado ao silêncio. Esta ilustre presença a que poucos usam dar importância.
Também, pudera! O silêncio não é nenhum santo, nenhuma profissão, nenhum vulto, nenhum sentimento, nenhuma condição!
O silêncio é uma entidade. Uma entidade sem a qual não há como se dizer que a vida transcorre em sua plenitude
.É em meio ao silêncio que descobertas são feitas, ideias são concebidas e preces são elevadas.
Foi em meio ao silêncio que se deu à luz o Universo.
Foi em reação ao silêncio que surgiu a linguagem.
Como se pode ver, razões há mais do que suficientes para que, nos calendários de todas as civilizações humanas, figure um dia dedicado ao silêncio. Esse dia, entretanto, não existe.
A humanidade é ingrata. Deve muito ao silêncio, mas, não lhe dedica um dia sequer em sua existência.
Vive-se em meio a um quotidiano barulhento, no qual tudo parece e é ensurdecedor. O espaço dispensado ao silêncio é cada vez menor nas vidas dos seres humanos. Os rumores da vida falam muito alto, não restando ao silêncio outra opção, a não ser tornar-se um sem teto.
Sem teto e sem data.

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Onde dormem dos Duendes

Posted by Henrique Frazão on 06:48 in

Posted on 14/04/2014 por curtacronicas
Por Alexandre Vicente
http://curtacronicas.com

Meus primeiros passos como exibido profissional foi fazendo teatro infantil amador. Contava uns 12 anos e interpretava uma espécie de mago malvado ou duende, não sei bem. Pelo meu peso e altura devia ser um duende mesmo. Ainda aos sete era tão magrinho, mas tão magrinho que minha mãe tinha medo que o vento me carregasse. Era comum a formação de redemoinhos em nossa região e temendo que o pé de vento repentino roubasse a cria, acudia às minhas irmãs para que fossem me buscar na rua. “Deniiiise, Delciiii….corre e pega o Alexandre!!!”. Para meu embaraço, sua preocupação era muito sincera.

Revelado o meu porte, volto a contar a história do teatro. O projeto começou com uma professora de inglês  quando eu cursava a antiga quinta série do primeiro grau, hoje, ensino fundamental.A escolha do elenco foi muito difícil e acirrada. Quem quisesse participar… participava. Fui escolhido para interpretar o pequeno vilão. Não fiquei muito feliz mas… como posso dizer… “aquele papel foi um presente prá mim”.

Eu decorei as falas e minha tia Francisca preparou minha roupinha de seda verde. Era uma bermuda bufante, um colete com paetês e uma touca estilo Noel. O ideal era que eu usasse uma sapatilha, mas não fosse por minha tia, o figurino já não teria sido o luxo que foi. Como um bom artista, improvisei o calçado. Peguei meu velho Kichute (essa não é para os mais jovens) e adaptei um acabamento no bico feito em cartolina à moda Alladin.

Ensaios após as aulas e nos fins de semana na casa da professora Aleluia, idealizadora do projeto. O lanche era sempre bom. Éramos todos da mesma classe e o garoto mais bonitinho (segundo as meninas) e inteligente (segundo minhas notas) ficou com o papel de príncipe, ao lado daquela que era minha princesa (não só na peça, mas também em meu coração infantil). Suas roupas foram bem trabalhadas em azul e detalhes em dourado que pareciam reluzir ao lado de meu velho tênis preto. Sua irmã também interpretava algum personagem e estava igualmente bem vestida. Todos com o figurino muito bonito.

Eles iam para as apresentações de carro, enquanto eu e o amigo Valdemar íamos de ônibus ou a pé. Ainda outro dia encontrei-o em um Subway e ele não lembrou de mim por nada. Diz minha filha que ele deveria ser meu amigo imaginário. Talvez. Afinal, eu era um Duende!

Tudo em volta me mostrou que eu não tinha bala para ser o príncipe. Nem corpo, nem notas, nem roupas e muito menos um carro. Acho que foi a primeira vez que entendi o que era diferença de classes. Tudo bem… sem dramas… não sofri bullying. Era só la vie se mostrando irremediavelmente. Ele era o príncipe, ela a princesa e eu o vilão que terminava humilhado, puxado por uma das orelhas e levando um baita sermão.

Deste eu não lembro muito, pois o danado do príncipe fazia questão de ser bem realista ao punir o duende. Por outro lado, não tive como esquecer a outra lição. Vejo-a todos os dias desfilando por nossa cidade.

Nossa turnê passou por várias escolas e fomos aplaudidos de pé, apesar do amadorismo. Dessa época, nem uma foto. Só a lição, mesmo.

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Cinema em caixa de fósforo

Posted by Henrique Frazão on 06:44 in
Cinema em caixa de fósforo
Publicado no Vimeo pelo Aleksey Minchenok, uma bacana animação reproduzida em uma caixa de fósforos.

 

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Burp

Posted by Henrique Frazão on 06:44 in
Burp

Curta de animação dirigido por Geuntae ParkJongki Jeon e Kyung Soo Yu. 




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E nas ruas...

Posted by Henrique Frazão on 06:43 in
E nas ruas...




 



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Arte Urbana - Brad Downey

Posted by Henrique Frazão on 06:38 in

Arte Urbana
Brad Downey
Fonte: http://www.braddowney.com/







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Tuca Vieira - Fotografia de rua

Posted by Henrique Frazão on 06:37 in
Tuca Vieira
Fotografia de rua
Fonte: http://www.tucavieira.com.br/





















Cidades são lugares que não existem. Uma cidade é a proposição efêmera de um território fragmentado pela acumulação desigual de tempos. Perceber o todo desse espaço é uma impossibilidade. Ao reunir os fragmentos que formam a urbe, seja na memória, seja na imagem, múltiplas cidades até então invisíveis tomam forma. Andar à deriva numa metrópole significa reconstruí-la, dotá-la de novos significados. A cada novo trajeto uma nova cidade se desenha. Cidade e homem são dois vetores em movimento contínuo constituídos de histórias do passado num presente fugaz em direção à inevitabili- dade e à fatalidade do futuro. Mutante no tempo e no espaço, a cidade desafia quem tenta apreendê-la e entendê-la como um corpo único. Toda cidade é composta em parte pela sua concretude e parte pelo imaginário que desperta em cada habitante. Logo, as cidades só podem existir enquanto narrativa. Pautada necessariamente pela subjetividade, a narrativa é a negação da existência de uma cidade única. Cada pessoa, portanto, é uma cidade fechada em si. Quanto mais o fotógrafo encapsula a cidade, conge- lando no tempo monumentos e movimentos, mais ele está revelando sua própria arquitetura interior. O fotógrafo andarilho percorre a cidade, esse entreposto de desejos, ânsias, amores furtivos, memórias indeléveis e fluxos interrompidos na vã tentativa de harmonizar a golpes de luz e sombra o caos que o espreita a cada esquina dobrada. Os labirintos da cidade são uma metáfora dos desencontros do próprio fotógrafo que, na precisão de seu caminho errático, busca obsessivamente a compreensão e a expansão de si entre calçadas remendadas e sombras que prenunciam a noite matizada de luzes artificiais. Tuca Vieira é um primoroso fotógrafo andarilho em busca de uma cidade imaginária. Os jogos de sombras, ângulos e geometrias abstraídas no preto-e-branco se harmonizam em seu visor causando um desloca- mento de percepção. Ao fim de tudo resta uma cidade particular, quase totalmente descolada da cidade que lhe serviu de ponto de partida. Fotografia de Rua é um dos avessos possíveis da cidade de São Paulo. Insólito, misterioso, permeado por uma atmosfera lúgubre que denota a solidão do andarilho, este ensaio mescla influências da tradição da fotografia de rua francesa, com a estética sedutora dos filmes noir sem, no entanto, abrir mão de questões contemporâneas que falam da relação do homem com a paisagem urbana. Um golpe de vista. Um golpe de mestre. 

Eder Chiodett
(texto de parede da exposição no Centro Mariantonia

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Epifânia de engarrafamento

Posted by Henrique Frazão on 13:49 in , ,
Sabe aquele momento de epifania que só ocorre durante um engarrafamento monstruoso em uma megalópole? Esse blog nasceu assim!

Resolvendo sanar o ócio que somos forçados a enfrentar durante trinta, quarenta, cinquenta ou sabe lá quantos minutos ou horas você enfrenta no caminho casa / trabalho, trabalho / faculdade, faculdade / casa da namorada (ou namorado, ficante, cachorro, periquito, papagaio... sei lá). Resolvi compartilhar um pouco do que me interesso com você, ou até ler e compartilhar um pouco do que te interessa. De repente rir ou chorar com uma crônica de sua vida, ou imaginação. Quem sabe falar sobre politica, assistir um vídeo viral, ou até causar ou compartilhar polêmica.

Criei um espaço para ocupar meu precioso tempo de engarrafamento e para ajudar você a ocupar o seu, colocando sua cabeça para trabalha ao invés de tentar dormir durante um acesso de raiva de camarada do carro ao lado, que buzina tanto quanto grita.

Espero que você goste e compartilhe esse espaço. Lembre-se que esse engarrafamento não é só meu, escreva, comente, envie textos, fotos, o que quiser... Será um prazer ocupar meu precioso engarrafamento com você!





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